sábado, 23 de junho de 2018

Alô! Quem está falando?


Propor brincadeiras que estimulem a fala das crianças é uma atividade constante no berçário. Geralmente não conseguimos entender o que eles estão falando, mas procuramos incentivá-los a todos os momentos, nas brincadeiras, na hora das trocas e até na hora da alimentação.
Realizamos brincadeiras diversas e cantamos quase que o dia todo. E, uma das brincadeiras que as crianças adoram é quando recebem os aparelhos tecnológicos. Brincar com teclados, telefones ou mouses são momentos de estímulos também. "Alô! Quem está falando? -Ah, é o papai? Sim, o Augusto está aqui sim. Ele está brincando agora. Quer falar com ele?" Estas são algumas das falas que reproduzimos quando as crianças estão com um telefone nas mãos, ou então quando nós educadoras pegamos um telefone... Procuramos incentivar as crianças a falarem, desenvolverem a linguagem. E como podemos observar, eles seguram o telefone da maneira correta, colocam-o em seus ouvidos ou observam a tela para ver se conseguem ver algo... A tecnologia esta presente na vida das pessoas desde muito cedo. 
Os bebês desde pequenos já sabem que se passarem o dedo na tela do telefone estarão manuseando-o para que algo aconteça. Eles sabem que se colocarem no ouvido escutarão a voz de alguém. E quando nós pedimos para que eles falem com a mamãe ou com o papai, os mesmos tentam pronunciar alguém palavra e aguardam uma resposta.
Na foto abaixo, foi uma atividade onde as crianças estavam brincando com os meios de comunicação e um aluno estava distraído brincando com o teclado e o telefone celular. Neste momento foi possível registrar a brincadeira e observar que ele apesar da idade já tem um conhecimento sobre o uso das tecnologias. 
Estamos aprendendo ainda como trabalhar estas tecnologias com as crianças, mas ao mesmo tempo observamos que eles desde pequenos já trazem um conhecimento consigo mesmo de como é uso de tais tecnologias. 


 

Entrevistando uma professora da EJA...


Ao realizar o trabalho de campo da interdisciplina da EJA, foi possível entender muitas coisas e de certa forma, perceber a emoção da professora ao trabalhar com estes alunos.
Eu "conhecia" e ouvia falar deste segmento de ensino, mas confesso que não entendia bem como funcionava, e através dos vídeos, dos textos e das conversas em aula aprendi muito.
Na conversa que tive com a professora, ela me falou da sua emoção de poder estar alfabetizando pessoas de diversas idades e com diferentes histórias de vida. Sabemos que muitas pessoas precisam abandonar os estudos por terem que trabalhar, por não terem condições de chegarem na escola por causa da distância, porém com todas as tecnologias, com as escolas e com as avaliações como o Enem, fica um pouco "difícil" pensar que ainda existam pessoas analfabetas e sem acesso as escolas. Mas infelizmente existem...
Relacionei a conversa que tive com esta professora com o vídeo " A construção da leitura e da escrita", disponível na aula da Unidade 2 parte 3 da interdisciplina da EJA, pois nestes  vídeos os alunos estavam sendo alfabetizados, demonstravam esperanças em um futuro melhor,  e a professora relatou isso, seus alunos estão entrando em uma sala de aula para aprenderem a ler o nome dos ônibus, sem terem que pedir ajuda para alguém, ou então para poderem tirar a carteira de motorista. Nesta escola onde realizei a entrevista todos os alunos chegaram na escola sabendo ao menos escreverem seus nomes, mas estão atras de mais, querem poder ter acesso a um livro e realizar a leitura, querem ter o direito de identificarem os valores e a descrição dos produtos nas prateleiras dos mercados.
Todos temos direito a educação, todos temos o direito de serem alfabetizados, e se por algum motivo não foi possível esta alfabetização no tempo regular, temos o direito de entrar na escola quando tivermos a possibilidade de estar dentro dela.
Então, nós como educadores precisamos incentivar nossos alunos a estarem nas escolas, precisamos incentivar as pessoas que ainda não tiveram a oportunidade de ingressarem em uma escola de fazer isso, de irem atrás de conhecimento. Os alunos da EJA, trazem consigo suas vivências suas experiências de vida e precisam então conhecer o mundo da leitura e da escrita. 

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Descobrindo a fala...

Durante o semestre trabalhamos com o desenvolvimento da linguagem. Após ler textos e assistir os vídeos disponíveis na interdisciplina de Linguagem e Educação, aprendi muitas coisas que, apesar de ter uma longa experiência com berçário  não sabia, como por exemplo, sobre a "fala pré-linguística", que é o choro da criança. Interessante saber que os diferentes tipos de choro tem nome. Quando iniciei meu trabalho no berçário há 15 anos atras, por não saber identificar os "tipos de choro" eu muitas vezes chorei junto com os bebês. Mas com o passar do tempo fui aprendendo a identificar cada tipo. 
A criança chora porque tem fome, por saudades da mãe/ de casa, por querer algo, ou mesmo por "manha", e quando eu aprendi a identificar estes choros o trabalho ficou mais fácil pois, hoje em dia eu não choro mais, e apesar de eu conseguir identificar os tipos de choros não sabia que o choro se chama: "fala pré-linguística". 
É preciso estarmos atentas aos desenvolvimentos das crianças, pois, quando pequenas é através do choro que elas demonstram seus desejos e emoções.
No vídeo LINGUAGEM ORAL E ESCRITA 01 INÍCIO DA COMUNICAÇÃO A LINGUAGEM ORAL, disponível na interdisciplina, foi possível perceber e conhecer o desenvolvimento da linguagem das crianças desde o seu nascimento. No berçário estamos diariamente estimulando a fala das crianças através da repetição de palavras, músicas e histórias.
 No início achamos difícil o trabalho com bebês, mas aos poucos vamos nos encantando com o desenvolvimento que eles apresentam.

domingo, 17 de junho de 2018

Tecnologias no berçário...


Como sabemos o mundo digital está cada dia mais presente em nossas vidas. As crianças estão tendo acesso a estas tecnologias muito cedo, por exemplo, muitas mães, para acalmar os bebês colocam-os em frente a televisão para assistirem algum desenho infantil, seja musical ou filmes infantis. E as crianças passam horas assistindo as mesmas coisas e assim as mães conseguem concluir seus afazeres... Não se pode generalizar, porém é o que acontece na grande maioria das famílias...
E a cada dia então, as crianças estão entrando em contato com as mais variadas tecnologias... 
Com isso, na escola em que trabalho atualmente, foi realizado o "projeto meios de comunicação", neste projeto cada aluno levou um meio de comunicação para a escola para brincar com seus amigos. A turma do berçário também participou do projeto e os bebês levaram celulares (velhos), mouses e teclado de computador. Pude observar que o que mais chamou a atenção dos bebês foram os telefones, eles pegavam os celulares e colocavam direto no ouvido, ou então ficavam observando a tela para ver se aparecia alguma imagem. 
Realizamos então uma brincadeira com eles, a professora do berçário 2 fez uma chamada de vídeo para nossa turma, atendemos a chamada e mostramos para os nossos bebês os amigos da outra turma. Foi uma atividade bem legal, e ao observarmos a expressão dos bebês foi interessante, pois eles olhavam para a tela do telefone e olhavam para nós balbuciando, querendo nos dizer que estavam vendo os colegas...
Da mesma maneira que foi interessante ver a reação dos alunos da outra turma, que viam os bebês ou as professoras e falavam os nomes de quem eles estavam vendo.
Com esta atividade, é possível perceber o grande avanço destas tecnologias. Se pensarmos na nossa infância, quando imaginaríamos ver outra pessoa através de um telefone, sendo que "naquela época", não tínhamos nem telefone fixo em casa kkkkkkk.
Mas assim, podemos ver os avanços e perceber a importância de termos acesso à estas tecnologias, e perceber que cada vez mais cedo as pessoas estão entrando em contato com o mundo tecnológico.



Fonte:https://www.baixarvideosgratis.com.br/entretenimento/bebes/desde-de-pequena-ja-fica-conversando-no-celular-imagina-quando-crescer/
 

quarta-feira, 2 de maio de 2018




Precisamos planejar... Nossas vidas, nossos afazeres, nossos estudos, nossas aulas...
Acompanhando os textos disponíveis na interdisciplina "Didática Planejamento e Avaliação" é possível observar a importância que tem um planejamento. Claro que este assunto não é novidade, que fez o magistério, sabe bem o significado da palavra planejamento para uma sala de aula, para uma escola.
Planejamos quais serão as atividades que desenvolveremos com a turma em determinado período, por exemplo, na educação infantil temos os projetos e em cima deles precisamos estar desenvolvendo nosso planejamento para trabalhar/aplicar/desenvolver com a nossa turma.
Em uma página de rede social da internet ( PAR - Plataforma Educacional), encontrei um conteúdo onde cita,
                                                                          "O planejamento educacional formaliza um                                                                                                                                    compromisso assumido por toda a escola. A natureza                                                                                                                    democrática de sua elaboração pode contornar                                                                                                                              polêmicas e promover um enganjamento maior de                                                                                                                         todos os envolvidos." (O que não pode faltar no planejamento                                                                                                    escolar, p.9)


Assim é possível então perceber a importância do planejamento e de sua elaboração, contando não só com o professor para desenvolvê-lo, mas com a escola, ou seja, o professor irá planejar com a orientação e participação da supervisão escolar. Para se ter um bom planejamento nos ajuda na organização de tarefas assim como no aumento da produtividade de cada um.



Referências:

https://www.somospar.com.br/wp-content/uploads/2018/04/O-que-nao-pode-faltar-no-planejamento-escolar.pdf

domingo, 22 de abril de 2018

Ler, Pensar, Escrever...


Desde o início do curso somos "desafiadas" a escrever, fazer relação do nosso pensamento com o que o autor esta nos dizendo, interagir com o(s) autor(es). Porém, ainda sinto dificuldade em realizar estas atividades.
Trabalhamos na última semana (10 a 17/04) com autores e textos já conhecidos, já trabalhados, mas é complicado até relembrar alguns pontos das leituras.
Transformar quatro textos em quatro páginas!!! Achei um grande desafio, mas fiz, porém fica a incerteza se está correto ou não? E depois com esta escrita, ter que fazer uma relação do que eu escrevi com uma cena descrita pelo professor em uma folha. Neste momento já não era possível manusear os textos na sua íntegra, apenas no que eu escrevi ou o que eu lembre dos textos. 
Mas, ao mesmo tempo que senti dificuldades e incertezas, penso que estas atividades estarão me ajudando nas próximas escritas.
Ler, reler, penar e relacionar o meu pensamento com o pensamento do autor é para mim um grande desafio, tenho dificuldades em estabelecer relação do texto com minha escrita, onde e como devo colocar uma citação. Mas acredito que vou superar e vou conseguir realizar uma boa escrita quando chegar o TCC...


Falta pouco... Não podemos perder as esperanças e o Foco. 

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Contribuições de Comênio para a Didática

Didática significa a arte de ensinar... 
Ao realizar as leituras disponíveis na interdisciplina de Didática, foi possível perceber que a didática é a arte de ensinar, mas precisamos estar dispostos a adaptar esta arte nas nossas vidas. Não generalizando os educadores, porém, muitas ainda têm dificuldade em fazer das suas aluas uma arte, talvez por medo do desconhecido, medo da mudança, mas uma aula atrativa onde o professor possa estar oportunizando que o aluno interaja e traga para dentro da sala suas experiências e suas aprendizagens. 
Segundo Comênio, no livro Didática Magna, o aluno é o elemento de maior importância . Ele nos chama a atenção para respeitar a capacidade de compreensão do aluno (cap.16), não sobrecarregar as aulas, progredir do fácil para o difícil, cuidar da motivação dos alunos (cap.17), animar os alunos a ensinarem uns aos outros (cap.18) e alterar o trabalho com o descanso através de conversa, brincadeira ou música (cap.15). 
Com isso penso que os alunos devem ser valorizados e observados por nós educadores. Nossos alunos estão em busca da aprendizagem e de novos conhecimento, e então precisamos dar oportunidades e termos um bom relacionamento com nossos alunos.