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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

O desenvolvimento e a aprendizagem das crianças...


Concluindo o ano de 2017... Observando o desenvolvimento e a evolução dos alunos é possível perceber o quanto aprenderam, o quanto desenvolveram as habilidades motoras e a socialização... Crianças que em março choravam para entrar na sala, passavam praticamente a tarde sem conversar, só observando os colegas, hoje correm felizes, participam das atividades com interesse. demonstram alegria por estarem na escola... 
Como é gratificante para um professor ver que seu aluno evoluiu... Como é bom ver crianças que choravam, agora gritando e liderando brincadeiras... É uma sensação de dever cumprido. 
E para alegria ser maior,  hoje vi meu aluno lendo... Com apenas 5 anos e 7 meses de idade, hoje estava lendo para os colegas da turma as informações contidas no extintor de incêndio que fica pendurado perto do banheiro. Meu aluno sempre demonstrou interesse por brincadeiras com letras e números. Mas, percebi que nas últimas semanas, ele vem desenvolvendo bem o processo do letramento montando os nomes dos colegas com as letras móveis, lendo os nomes dos mesmos em crachás e fichas que temos na sala de aula, assim como os nomes e números que temos no cartaz dos aniversariantes.
Hoje, observando meu aluno, me senti feliz, é muito gratificante ver que nossos alunos levam consigo nossos ensinamentos... Apesar de eu não estar ali na função de alfabetizadora posso dizer que este fato me motivou a querer um dia trabalhar como alfabetizadora...

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Inclusão... Estamos preparados???


Durante as leituras disponíveis para as atividades da interdisciplina EPNEE, obtive muitos conhecimentos sobre as pessoas com necessidades especiais, principalmente sobre o autismo. 
Porém, um acontecimento me fez pensar e refletir se realmente estamos preparados para receber um aluno de "inclusão" em nossas turmas.
No dia 20 de novembro recebi um aluno "diferente" em minha turma, um menino de 5 anos de idade, bem desenvolvido, bonito e carismático, sem laudo, ou melhor, sem nenhuma necessidade especial das que estudamos no decorrer deste semestre. O fato de eu relatar aqui que ele seria um aluno de "inclusão", seria pelo fato de ele ser um aluno "haitiano", seu pai fala português e entende o que falamos, porém sua mãe, não fala nosso idioma e entende pouco. O menino, eu fiquei observando ele durante os poucos dias que ele esteve na escola, e percebi que a maioria das coisas que eu falava ou que seus colegas diziam ele não entendia, assim como eu não entendia a maior parte das coisas que ele tentava falar... Neste tempo, (digo neste tempo, pois o aluno ficou na escola apenas 4 dias, ele ganhou transferência para uma escola mais próxima à sua casa), fiquei me questionando será que estamos preparadas como professoras para receber alunos "diferentes" em nossas salas de aula?
Lembrei dos vídeos disponibilizados no Módulo 5 da interdisciplina EPNEE e por alguns momentos eu me sentia parte de algum deles, pois eu não conseguia compreender o que aquele menino queria me dizer e ao mesmo tempo me questionava como desenvolver com ele as atividades que estava realizando com meus alunos? Como fazer ele compreender o que eu estava falando? Como ler uma história infantil? Será que ele entenderia o que eu estava falando/contando? Muitas dúvidas surgiram e  junto o medo e a incerteza de estar agindo certo ou não.

Faltando um mês para terminar o ano letivo, recebo em minha sala de aula, jardim 1, um aluno que não compreende muito bem o que eu falo e da mesma maneira eu não consigo compreende-lo bem, este aluno permanece na minha turma por apenas 4 dias e é transferido para outra escola. Me questionei durante o período que ele estava na minha turma, se eu como professora agiria de maneira correta com esta criança, será que eu conseguiria fazer com que ele compreendesse o que eu estava falando para ela?  Mas ao saber que ele havia sido transferido para outra escola, novos questionamentos me veem... Como este menino se sente, não entendendo bem nossa língua, em pouco tempo, precisou mudar de escola?  Não tive tempo de poder aprender e ensinar... não tive oportunidade de conversar com seu pai para saber se este menino já estava frequentando alguma outra escola... o que este menino sentiu ao passar por nossa escola? 
À meu ver, este foi um processo de inclusão, mas que infelizmente, não pode ser desenvolvido.

Penso que precisamos nos aperfeiçoar e é necessário estarmos mais preparados para poder rebeber e trabalhar com um aluno especial, seja por ter algum laudo, ou mesmo por ser um estrangeiro. 

domingo, 10 de setembro de 2017

Educação Especial...

Ao realizar as primeiras atividades sobre educação especial, é possível perceber que as pessoas com necessidades especiais já obtiveram várias conquistas com o passar dos anos, porém estas conquistas são lentas... Pessoas com necessidades especiais estão presentes no mundo desde sempre, porém demorou muito tempo para que estas pessoas tivessem o seu reconhecimento como seres capazes de conviver e participar do mundo como pessoas... 
Ao ler o texto que está disponível no moodle, (https://moodle.ufrgs.br/mod/resource/view.php?id=1308614), podemos ver como foi a trajetória e as conquistas adquiridas pelas pessoas com necessidades especiais. Mas apesar das conquistas de direitos adquiridos até os dias de hoje, é possível perceber que ainda precisamos dar atenção à estas questões e à estes direitos que as pessoas têm. Pois pelo que se percebe no dia a dia vemos que muitos destes direitos já adquiridos muitas vezes  não são cumpridos. 
É necessário cobrar das autoridades os direitos de cada cidadão.